Crítica| A Autópsia (2017)

O terror é um gênero muito contraditório algumas vezes. Podemos ver tudo ou nada, sentir medo ou nojo e até mesmo tudo ao mesmo tempo. O diretor André Ovredal mostrou isso com um dos mais esperados, A Autópsia.

Acompanhamos Austin (Emile Hirsch) e seu paiTommy (Brian Cox), que são donos de um necrotério e vivendo um dia qualquer recebem o corpo de uma menina que foi encontrada enterrada em uma casa, onde todos estavam mortos.

Com uma sinopse meio Terror em Amityville, o longa tem um jeito de brincar com a mente não só dos personagens, mas também de quem está assistindo. Muitas vezes não sabemos se o que está acontecendo é real ou de suas mentes, deixando sua premissa mais interessante. Ele como todo filme com muitos acertos não é um mar de flores, já que apresenta erros que poderiam ser evitados.

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Um deles é na hora de apresentar aquilo que persegue os personagens, que parece ter sido jogado e pronto. E também uma parte do final que ficamos ¨o que raios acabou de acontecer?¨. O que nos conquista é a boa história e personagens, que dão o toque esperado para um bom terror. Os detalhes do ambiente, ângulos de câmera e maquiagem são os pontos mais altos, que dão o respeito que o filme merece.

A Autópsia pode não ser o mais diferente dos longas de terror, mas tem seu toque especial na mão de Ovredal, dando aquilo que um terror precisa, mas sem exageros e personagens mesmo que às vezes irritantes que sentimos simpatia.

Nota: 4/5

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