Crítica | Mulher-Maravilha

A representação feminina se já era importante antigamente, hoje em dia ganha mais foco ainda. Com filmes de heróis sempre focados em personagens masculinos – como Batman e Superman – que tiveram muitos erros e acertos, finalmente temos uma das melhores personagens da DC que ganha facilmente do homem de aço e do homem morcego, e ela é Mulher-Maravilha.

Um dos grandes medos de um filme solo da personagem não era só os grandes erros de tom que a DC tomava, mas também em questão de elenco. Como alguém sem experiência em atuação poderia pegar o laço de Lynda Carter – a Mulher-Maravilha da série de Tv dos anos 70 – e que poderia contar bem a história das amazonas. Gal Gadot não mostrou só como ser Diana, mas que também pode ganhar de Carter quando falamos da heroína.

A diretora Patty Jenkins é também quem mostra serviço, seguindo – que para alguns pode ser o fácil – caminho de origem clássico de Diana e as amazonas, e que se não contada da forma correta, pode ser um grande chute no estômago. Mas Jenkins nos mostra bem que sabe o que está fazendo.

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Diana é apresentada ainda criança, sempre acompanhando o treinamento das guerreiras de Themyscira, mas sempre protegida pela rainha Hipólita (Connie Nielsen), sua mãe. A origem das Amazonas é contada de uma forma que todos conseguem entender, seguindo para o ato em que Diana é treinada por sua tia Antíope (Robin Wright). A chegada de Steve Trevor (Chris Pine), leva Diana para a primeira-guerra, onde espera encontrar Ares, o deus da guerra.

Todo caminho que a história segue flui fantasticamente bem, mostrando sempre de forma clara a inocência de Diana e como ela realmente nasceu para estar ali protegendo todos, e que o homem pode ter feito muitas coisas, mas que não devemos temê-lo mas sim enfrentá-lo.

Mulher-Maravilha não mostra só uma história de origem, mas fala de uma personagem feminina muito forte e que traça seu objetivo na intenção de cumpri-lo. Um filme dirigido e estrelado por mulheres que quebra a barreira de gêneros, e que a princesa das Amazonas só precisava de oportunidade para mostrar o que pode fazer nas telas.

Nota: 5\5

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