Crítica | Como Nossos Pais

O cinema nacional sempre nos surpreendeu com grandes personagens e história, como; Central do Brasil, com Fernanda MontenegroO Auto da Compadecida, com Matheus Nachtergaele Selton Mello; e muitos outros grandes títulos. A diretora Laís Bodanzkymesmo que já feito alguns pequenos curtas, foi reconhecida mesmo com o filme, Bicho de Sete Cabeças, mostrando um pouco como a mente humana não é estranha, mas sim, bonita. Agora ela retorna com mais um grande sucesso chamado, Como Nossos Pais.

Rosa (Maria Ribeiro) é um mulher de 38 anos que é como chamamos de “super-mulher”, sendo mãe, deixa seus sonhos de lado por um emprego que não gosta, apenas para conseguir colocar comida na mesa e com seu marido (Paulo Vilhena) que com seu trabalho quase não fica em casa para ajudar. E após sua mãe (Clarisse Abujamra) jogar uma bomba, que faz com que Rosa questiona ainda mais a vida que leva.

A história retrata de forma muito clara o que ainda vivemos hoje, mulheres tendo que se virar nos 30′ para fazer tudo e sobreviver ao final do dia, se preparando sempre para o dia seguinte. O modo como o assunto é tratado é muito bonito, mostrando sempre a evolução não só de Rosa, mas aqueles que estão ao seu redor. Vemos o seu estresse como mãe de uma pré adolescente e seu momento de libertação ao olhar pela sacada do hotel nua, sempre precisar se explicar para alguém o motivo de estar daquele jeito.

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Um dos únicos problemas que eu acabo encontrado no roteiro é a quantidade de problemas e questões para serem resolvidos em 1h 42min de filme, sendo que no final muitos acabam sendo colocados de lado ou sendo resolvidos em poucos minutos – como o caso do seu verdadeiro pai em Brasília. E também da doença de Clarice que sentimos a dor da relação das personagens, mas nunca da doença em si.

Mas esses pequenos erros podem não incomodar tanto alguns, já que Maria Ribeiro é o baú do tesouro para a história, tornando tudo aquilo muito natural e orgânico na trama. E sem contar a direção de Bodanzky, que chuta a porta em cima de todos e mostra que cinema nacional não precisa ser só algo contemporâneo – como muitos outros buscam – mas sim algo moderno, que ela faz maravilhosamente bem, fazendo com que “Como Nossos Pais” seja um merecedor de prêmios fora do Brasil, mas que deve ser reconhecido também pela sua casa.

Nota: 4/5

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